Entre taças e filmes: como os títulos mudaram a comunicação do Atlético de Madrid

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Quem vê o Atlético de Madrid atualmente, campeão e supercampeão espanhol, vindo de uma Copa del Rey conquistada em um derby e de quatro títulos europeus, talvez não imagine (ou nem se lembre de) como já foi difícil ser colchonero. Antes de todas essas taças, a conquista mais recente do clube datava de 1995-96. Quatro temporadas depois, viria um rebaixamento e dois anos de Segunda Divisão. Depois, uma série de campeonato anônimos, que, em parte, acabaria apenas nos últimos anos da década de 2000.

No dia em que o Atlético de Madrid estreia na Liga BBVA para, pela primeira vez em 18 anos, defender o título espanhol, Futebol Marketing mostra, através dos filmes disponíveis no canal de YouTube do clube, como sua comunicação se comportou nos maus e melhores momentos das últimas oito temporadas. São 15 peças que mostram a importância de manter um diálogo criativo e, acima de tudo, verdadeiro com o torcedor. Confira:

2006-07 – PAPAI, POR QUE TORCEMOS PELO ATLETI? Por que se torce para um time que não conseguia ganhar trofeus? Que, desde sua última passagem pela Segundona, na temporada 2001-02, tinha como melhor campanha um 7º lugar em 2003-04? Este filme traz essas e outras perguntas no seu contetxo. E, de uma forma inteligente, explica (sem dizer) que a grandeza do Atlético era uma certeza que ia muito além de qualquer interrogação.

2007-08 – ETERNAMENTE GRANDE. Apesar da classificação para a antiga Intertoto, que valeria uma vaga na antiga UEFA Cup, a baixa autoestima colchonera persistia – e era potencializada pelos títulos espanhois seguidos do arquirrival Real Madrid. Seria a hora de desistir e encerrar o amor pelo Atlético? O melhor estava por vir.

2008-09. PASTOR. A volta do Atlético de Madrid à UEFA Champions’ League dava a entender que os anos de má sorte estavam acabando. O clube, inclusive, comemorou o retorno entre os grandes do continente restaurando um campo de futebol no Kosovo, para mostrar que existiam sofrimentos muitos piores do que aquele enfrentado temporada sim, temporada também, no estádio Vicente Calderón. E as coisas, realmente, estavam mudando.

2009-10. VAMOS SONHAR MAIS FORTE. Uma temporada de contrastes: da má campanha na Liga BBVA à final da Copa del Rey, frente ao Sevilla; e do terceiro lugar em seu grupo na UEFA Champions’ League à final da Europa League, contra o Fulham. Finalmente, era possível sonhar com um Atlético de Madrid campeão de novo.

2009-10. FELIZES OS QUE ACREDITARAM SEM TER VISTO. A Copa del Rey não veio. Mas a UEFA Europa League, sim. E o Atlético de Madrid resolveu dedicar o título aos pequenos colchoneros, que, mesmo sem ter visto uma grande conquista, estavam certos da grandeza do clube.

2010-11. VOLTA AO BATENTE. Pela primeira vez em muito tempo, as coisas tinham se invertido em Madrid: o Atlético abria a temporada com um título para exibir (UEFA Europa League) e o Real Madrid, não. Embora ainda faltassem vitórias no derby, psicologicamente os colchoneros estavam em vantagem.

2010-11. O NOSSO LUGAR NO MUNDO. A autoestima voltou a fazer parte do vocabulário colchonero, e se traduziu até no primeiro filme sobre aquele que será o novo Vicente Calderón: nenhum excesso emocional, apenas a exaltação da história – distante e recente.

2011-12. A VIDA PODE SER MARAVILHOSA. Em contraste com a campanha irregular na Liga BBVA, o Atlético de Madrid – que já contava com os gols de Falcao García e tinha Simeone no banco – chegou novamente à final da UEFA Europa League. E, como em 2010, o pequeno torcedor foi a imagem da alegria

2011-12. A NOSSA VERDADE É A NOSSA VERDADE. Somada às decisões (vitoriosas) da UEFA Europa League e Supercup, em 2010, a nova final continental, em Bucareste, seria a terceira em apenas duas temporadas. Um desempenho que colocava o Atlético de Madrid à frente de muitos clubes no Velho Mundo. Pelo menos aos olhos de quem não viveu a fase das vacas magras.

2012-13. O MEU ATLETI NO LUGAR MAIS ALTO. Outra vez no topo da Europa (League), e supercampeão do continente, frente ao Chelsea, o Atlético de Madrid relacionou seu momento aos feitos do alpinista colchonero Pachi Navajas, que crava uma bandeira do clube nos picos das montanhas que escala.

2012-13. O ATLETI FAZ VOCÊ MAIS FORTE. Em seu filme de 110 anos, o Atlético de Madrid fez um contraponto entre a sua história e o grave momento econômico e de desemprego (ainda) atravessado pela Espanha. Muito sutil e inteligente.

2012-13. E SE VOCÊ CARREGA DENTRO DE SI O SENTIMENTO? O filme traz uma típica reflexão boleira: os torcedores do Atlétido de Madrid não seriam mais felizes, não comemorariam mais títulos, se torcessem por outros clubes? E a resposta, aqui, é não; afinal, de que valem os títulos se não forem colchoneros?

2012-13. FINALMENTE É SEGUNDA-FEIRA. Atlético de Madrid campeão da Copa del Rey sobre o arquirrival Real Madrid, em pleno Santiago Bernabéu. Depois de tantos anos, é hora da revanche.

2013-14. FELIZ DIA DOS PAIS. Houve um tempo em que os filhos perguntavam aos pais o porquê de torcerem pelo Atlético de Madrid. Mas agora, quatro títulos internacionais e uma Copa del Rey depois, é tempo de agradecer pela influência colchonera.

2013-14. CELEBRE O QUE VOCÊ É. Atlético de Madrid campeão da Liga BBVA, após 18 anos de espera, e vice-campeão da UEFA Champions’ League (frente ao Real Madrid), em sua primeira final desde 1973-74. Na voz do capitão Gabi, o clube mostra que o sofirmento de tantos anos foi compensado, e os novos sonhos e voos do clube ainda estão acontecendo.

Imagem: Divulgação

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