Botafogo e TelexFREE: entre a má exposição nacional e a internacionalização

telexFREE

Por: Thiago Zanetin

É a polêmica do dia no business boleiro: em 2014, a barra (frente) e omoplatas da camisa do Botafogo serão ocupadas pela multinacional americana de telefonia e publicidade TelexFREE International, que teve suas operações bloqueadas no Brasil em 2013, por suspeita de pirâmide financeira.

De acordo com Sérgio Landau, diretor-executivo do clube, a parceria tem, entre seus maiores propósitos: internacionalizar a marca Botafogo; e ajudar a TelexFREE em sua entrada, manutenção e crescimento no mercado brasileiro. Sobre o processo de internacionalização, sim, é possível (falaremos logo mais). O segundo objetivo, porém, é inverossímil, já que o “glorioso” vai emprestar seu maior vetor de marketing (a camisa) e prestígio a uma empresa temporariamente proibida de atuar no Brasil. Pior: sobre a qual recaem suspeitas legais. É um risco institucional grande e inoportuno para o momento do “Fogão”, que estará em evidência com a participação na Copa Bridgestone Libertadores da América.

É claro: suspeitas não são sentenças. A TelexFREE tem o direito de se defender e sustentar sua lisura. Falamos, aqui, com foco no clube. E certos cuidados para resguardar a marca são imprescindíveis no meio do futebol, onde passionalidades individuais costumam fazer as vezes de uma opinião pública severa, condenatória. Para nós – e este é o ponto -, a parceria poderia ter sido firmada pelo Botafogo, mas em caráter estritamente internacional, como fazem os clubes europeus no mercado asiático. A exposição se concentraria no exterior, onde realmente interessa, e eventuais problemas seriam resolvidos à distância.

Diz o ditado que “tem coisas que só acontecem com o Botafogo”. Torcemos, sinceramente, para que essa se confirme como uma coisa boa num futuro próximo. Mas que hoje, agora, o acordo com a TelexFREE pegou mal, é inegável.

Imagens: Divulgação

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Comentários

  1. Como diz um bordão do meu narrador predileto a um jogador que faz um lance completamente errado, o Téo José: “Não Botafogo, não é assim!!”