Administrado pela torcida, Portsmouth zerou débitos de concordata em 18 meses

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Quando dizemos que a propriedade popular é uma realidade no futebol, não estamos falando de romantismo, saudosismo e outros “ismos” afins. Estamos nos referindo a perfil e resultados administrativos. Afinal, se a torcida é o maior patrimônio de um clube, é de se supor que o clube seja o maior patrimônio de uma torcida. É o que demostram, mais uma vez, os apaixonados pelo Portsmouth.

Majoritariamente controlado pelos torcedores, através da associação Pompey Supporters Trust-PST, o clube anunciou hoje (29) o pagamento total das dívidas herdadas no processo de resgate da concordata, há 18 meses. Segundo o jornal Portsmouth News, o valor quitado é de quase £ 7 milhões, incluindo-se aí empréstimos junto a órgãos públicos.

Nas projeções da PST, esse resultado seria alcançado apenas em junho de 2016; mas já no final da temporada 2013-14 o balanço do Portsmouth indicava que a meta seria batida antes: reconfirmado na Sky Bet Football League Two (Quarta Divisão inglesa), o clube diminuiu suas perdas operacionais de £ 700 mil para € 91 mil, e aumentou suas receitas comerciais (£ 1.593.311) e de match day (£ 3.343.225 – lembrando que o estádio Fratton Park também é de propriedade popular), sem contar os direitos de TV. E as perspectivas para o futuro são ainda mais animadoras, já que o Pompey, sempre com o financiamento que vem das arquibancadas, está construindo o seu primeiro CT, e deve investir na formação de atletas.

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De mais quantos exemplos como esse – ao qual se somam, entre outros, Swansea City, AFC Wimbledon, Wrexham FC e FC United of Manchester, apenas para ficarmos no eixo Inglaterra-País de Gales – vamos precisar para entender que o torcedor pode, e deve, ser ativo no processo de (re)estruturação financeira dos clubes?

Imagem: Divulgação

Category: MarketingNegócios

Comentários

  1. Parabéns aos torcedores do Porthsmouth. Não basta ficar parado reclamando de dirigente, tem que agir também.