Os planos da adidas para a Copa do Mundo 2014

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Imagem: Divulgação/CBFNa última terça-feira, 25 de junho, estive na coletiva de imprensa da adidas a convite do FutebolMarketing.com.br. O objetivo do evento foi contar sobre os planos da empresa para a Copa do Mundo em 2014.

Antes de qualquer coisa é preciso deixar claro que não sou jornalista e que, poucas vezes na vida, tive a oportunidade de presenciar coletivas fazendo esse papel. Por isso tomei a liberdade de fazer um relato mais opinativo para vocês. Vamos lá.

Fica fácil entender a importância que a adidas estava dando para essa coletiva quando a gente analisa melhor os nomes que estavam lá sentados à mesa: Rodrigo Messias, Diretor de Marketing Brasil, Fernando Basualdo, Diretor Geral Brasil, Markus Baumann, Vice Presidente de Futebol Mundo, e ninguém menos do que Herbert Hainer, o simpático alemão que é CEO do Grupo. Você já deve ter concluído que a coletiva foi toda em inglês, né?

Direto e reto, o objetivo de negócios da adidas com a Copa do Mundo de 2014 é obter uma receita recorde de 2 bilhões no segmento futebol, ao longo do ano. Dentro desse objetivo a América Latina é a região que mais cresce em termos de vendas (veja foto do quadro), sendo que o Brasil está entre os 10 maiores países em faturamento. Por aí dá para entender o quanto a Copa é importante para o Grupo.

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Esse objetivo é sustentado por alguns pilares:

– Alta qualidade dos produtos.

– Ideia de exportar a Copa para o mundo por meio da marca, ou seja, alguém de outro país que compre, por exemplo, uma Cafusa, a bola oficial do evento, de alguma forma estará tendo contato com o espírito da competição.

– Cultura de inovação, refletida no mantra interno “cutting edge football – one step ahead”.

– Patrocínios de propriedades esportivas como o Bayern de Munique e o Lionel Messi, que vendem camisas no mundo todo, tendo Flamengo como uma aquisição recente e importante.

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Imagem: Divulgação/adidasMas, como nem tudo são flores, a empresa terá dois bons desafios pela frente. O primeiro deles é a onda de protestos que pararam o Brasil nos últimos 20 dias. Impossível saber o que acontecerá daqui até junho de 2014, mas uma coisa é certa, o modo como os brasileiros enxergam o próprio país mudou, e isso fatalmente terá reflexo nas marcas que atuam no nosso mercado. Mas na coletiva eles se limitaram a afirmar que as manifestações eram legítimas, mas que não apoiavam nenhuma forma de violência.

O outro desafio também está relacionado a lidar com uma situação nova. Pela primeira vez a adidas se vê na situação de ser a patrocinadora oficial do evento, mas não da seleção da casa. Um jornalista até questionou sobre o fato do Messi, principal atleta da marca, ser argentino e não brasileiro. A resposta, bastante sensata, é que o Messi estaria acima dessa rivalidade.

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Imagem: Divulgação/adidasSeja como for, uma curiosidade é que o pontapé da coletiva foi marcado por cada executivo contando sobre sua relação pessoal e emocional com o futebol. De alguma forma desconfio que essa tenha sido um simpático sinal para mostrar um pouco da estratégia de comunicação da empresa. Alemães falando de negócios em tom emocional é realmente All In (Vamos com Tudo, na tradução para o português).

Bruno Scartozzoni é diretor de planejamento da Ativa Esporte, professor de storytelling e transmídia da ECA-USP, ESPM e FIA, e colaborador do Update or Die.

Category: Marketing

Comentários

  1. Eu daria mais valor se a Adidas patrocinasse a Seleção anfitriã da Copa Fifa. Aí seria show.

  2. Se um dia a Adidas voltar a patrocinar o Brasil eu volto a vestir a camisa amarela!!

  3. Umas das camisas mais feia do mundo chama-se a amarela do Brasil – nike show de horrorrrrrrrrrrrrr…

  4. Vou na mesma linha do colega João. Criticar a Nike é válido, mas elogiar a Adidas é um disparate. Olha o que fizeram na camisa do Flamengo! Raramente o Palmeiras tem uma camisa bonita. E a camisa do todo-poderoso (e alemão) Bayern de Munique é simplesmente feia. Acho que a Adidas tem bom material. Mas o mercado esportivo em geral tem sofrido, e muito, no quesito desenho.

  5. Minha opinião é que a adidas tem um melhor desenho de camisas que a da concorrente Nike. Imagino a camisa da seleção comparada a da Colômbia que tem o amarelo predominante e é muito linda.
    Não acho a camisa do flamengo, fluminese, palmeiras e principalmente do bayern horríveis, não são, poderiam melhorar, porém a do bayern é linda assim como a do chelsea.

  6. Pelo menos na parte da qualidade, a adidas tá conseguindo realizar no plano, eu também não tenho vontade nenhuma de ter a camisa da seleção da Nike. Todas as marcas erram, só que a Nike anda errando muito ultimamente.