Os desafios financeiros do Wolverhampton na Terceirona

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Rebaixado seguidamente da Barclays Premier League para a npower Football League One (Terceirona), o Wolverhampton já teve alguns dias para assimilar o golpe. E precisará ter reflexos ainda mais rápidos se quiser sobreviver nessa sua nova realidade.

24 anos após sua última passagem, os wolves vão encontrar uma Terceira Divisão que atua com mão de ferro para manter a responsabilidade e o equilíbrio financeiro. Não há “competição desleal”; se um clube não pode pagar pelo elenco que alistou, é punido com perda de pontos e embargos no mercado. Por isso, a partir de agosto, passará a vigorar um teto salarial para os participantes, limitado em, no máximo, 60% das receitas na temporada – como efeito de comparação, o Wolverhampton chegou a empenhar 63% dos £ 60 milhões que arrecadou em seu último ano de Premier.

Em tese, isso significa que £ 9,6 milhões dos £ 16 milhões que o clube receberá de “auxílio para-quedas” (um bônus proporcional ao tempo na elite nacional), já estão comprometidos. E, na prática, esta será a maior fatia da arrecadação do Wolverhampton em 2013-14, já que contrato de fornecimento esportivo com a PUMA é de apenas £ 1 milhão, e o valor do patrocínio fechado no fim desta temporada com o portal imobiliário Whathouse não chega aos sete dígitos. Tudo isso sem contar o natural declínio dos direitos de TV e outras mídias – afinal, uma coisa é fazer um derby contra o West Bromwich; e outra, bem menos interessante, é encarar o Walsall.

Quais as soluções? Em primeiro lugar, utilizar as categorias de base para recompor as inevitáveis perdas no elenco; além de “pratas da casa” demandarem menos em salários, com a desvalorização imposta pela rebaixamento é improvável que as transferências rendam algo perto dos £ 24,75 milhões cravados pelos wolves nesta temporada. A segunda via (a mais importante) é envolver o torcedor na luta pelo acesso; merchandising e a bilheteria do Molineux Stadium (que recebeu, em média, quase 4 mil espectadores neste ano) são receitas das quais o clube não pode abrir mão.

Tempos difíceis? Ou uma oportunidade única para que o Wolverhampton se reinvente e dê início ao seu caminho de volta entre os grandes? Daqui a uns meses, saberemos.

Imagem: Desconhecido

Category: MarketingMercadoNegócios

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