Hull City Tigers? A torcida não foi consultada e reprova

Regra básica do marketing: se for alterar nome ou design de uma marca, consulte o consumidor. E, caso você seja o dono de um clube de futebol, peça a aprovação da torcida antes.

Tudo o que não foi feito pela atual propriedade do Hull City AFC. Ou melhor, Hull City Tigers. E, futuramente, apenas Hull Tigers. Sim: quase 110 anos depois, o tradicional black and ambar, que conta os dias para a reestreia na Barclays Premier League, tem um novo nome e, a partir da temporada 2014-15, terá um nova marca.

De acordo com o dono do clube, o egípcio Assem Allam, o rebranding faz parte do processo de internacionalização do Hull, e mira, sobretudo, Ásia e Oriente Médio. O mesmo discurso utilizado pela propriedade do Cardiff City, também de volta à elite, para justificar a mudança em sua histórica identidade visual.

Como você lê diariamente em FutebolMarketing.com.br, a busca por novos mercados faz bem a marca e cofres. Há que se perguntar, porém, qual público é mais importante: fãs estrangeiros, que podem garantir acordos e aportes pontuais; ou os torcedores locais – aqueles que realmente bancam o dia a dia de cada temporada, com ingressos, produtos e associação.

Bastam rápidos acessos às redes sociais do Hull para perceber o quanto a mudança foi e será mal-recebida. Como também não foram aceitas as já citadas mudanças na apresentação do Cardiff City, ou a ideia do Coventry City mandar seus jogos em Northampton.

É inaceitável que a torcida seja apenas “comunicada”, e não parte ativa, em processos como esses. O torcedor é o principal vetor de marketing do futebol. Sem ele, clube nenhum, com nome, cor ou estádio nenhum, existiria.

Imagem: Desconhecido

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Comentários

  1. São por episódios como estes que infelizmente podemos dizer que o futebol está ficando sem graça… O jogo é o mesmo de outras épocas, mas a paixão está dando lugar somente ao “jabá”! Nada é pensado para atingir a emoção do torcedor, mas sim o BOLSO.