Fim de um sonho: UD Salamanca encerra atividades

Como explicar para um torcedor que, na próxima temporada, não haverá tardes no estádio, nem gritos por gols ou vitórias – e, sequer, lágrimas por derrotas? Como explicar a toda uma cidade que, 90 anos depois, não há mais futebol? Como explicar que o sonho se foi?

Desde a última terça-feira (18), o Salamanca não existe mais. O clube, que estava afastado da elite espanhola desde o rebaixamento na temporada 1998-99, não resistiu a uma dívida de mais de € 23 milhões. A sociedade já está em liquidação. Hoje (20), seus últimos bens estão sendo leiloados.

A Unión morreu em meio ao ostracismo da Segunda B (Terceirona local). À aflição de sua gente. À indiferença de tantos comandantes. Sobretudo os últimos, que preferiam fundar um novo clube a salvar uma realidade quase centenária.

Os torcedores foram contra. Optaram por perder o Salamanca, mas conservar o orgulho salamanquista. E é a partir desse sentimento que a cidade deve justificar a “união” que seu já antigo clube trazia no nome e recomeçar. Os exemplos estão aí: AFC Wimbledon e Portsmouth sobre todos. E a vontade de voltar às arquibancadas de El Helmántico, como certeza, já é um sonho no coração de todos.

Imagem: Brigadas 1993 Charras

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