#AskHarry | O desastre do Queens Park Rangers no Twitter

Na última segunda-feira (23), o Queens Park Rangers utilizou a hashtag #AskHarry para promover uma ação de Q&A (Questions and Answers, perguntas e respostas) com seu técnico, Harry Redknapp, em sua conta no Twitter.

Dado o grande momento do clube – que é vice-líder da Sky Bet Championship (Segundona) -, tinha tudo para ser um sucesso. Mas foi um fracasso. Em muito, graças à própria hashtag, empregada sozinha e sem qualquer menção ao clube.

Não foram poucos os usuários que entenderam #AskHarry como uma referência ao cantor Harry Styles, da boy band One Direction. Outros, mais espirituosos, aproveitaram para fazer comentários sobre Harry Potter. E, por fim, os opositores do treinador “trollaram” a rede com ironia – “De todos os clubes que você destruiu, qual o seu favorito?”, foi a questão mais branda. De aproveitável, só uns poucos diálogos com os fãs.

O case de insucesso #AskHarry-QPR nos mostra uma realidade óbvia: enquanto os atletas são “marcas particulares” de suas torcidas, treinadores estão no “domínio público” dos boleiros, sendo criticados ou julgados – com ou sem razão – independente do clube em que atuem. Isso explica o porquê de poucos deles serem adeptos ativos das redes sociais.

A exposição que Redknapp e o Queens Park Rangers obtiveram foi baixa para seus propósitos de engajamento e vanguarda. E, por isso mesmo, altamente ineficaz. Teria sido melhor conduzir a ação em outra plataforma – um hangout ou video-chat no site oficial, por exemplo. Ou, simplesmente, não ter feito nada.

Imagens: Divulgação (1); Telegraph (2)

Category: MarketingRedes Sociais

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