Confira como foi o segundo dia do Footecon

Por Alex Campos

Apesar das baixas anunciadas de Wanderley Luxemburgo e Mano Menezes, o segundo dia do Futecon, fórum internacional de futebol, começou bem agitado. Com diversos painéis (assim chamados o circuito de palestras) interessantes, o evento não perdia qualidade nem com os desfalques de peso.

O salão atlântico do Copacabana Palace, onde eram realizadas as palestras de Marketing e Negócios, recebia grandes nomes do mercado esportivo, sendo patrocinadores ou gestores diretos. A primeira palestra foi sobre O futebol nas redes sociais, contando com João Frigeiro( Fifa Masters) e Marcel Pereira ( Gestor da AMBEV).

Entrevista com João Frigeiro.

Logo depois, a movimentação  ficou cada vez mais intensa no salão, isto porque chegava o Presidente do Fluminense, Peter Siemsen, para falar sobre as melhorias na gestão dos clubes brasileiros. Mediada pelo fundador do jornal Lance, Walter de Mattos, a palestra ainda tinha a participação de Almir Somoggi ( Consultor de Marketing) e representantes do Palmeiras e do Internacional.

O destaque da parte da tarde foi para Celso Athayde ( Diretor Executivo da CUFA- Central única das favelas– e autor do Livro Cabeça de Porco) com a palestra ligada ao futebol e a responsabilidade social. Márcia Lins, a secretária de Estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro) compareceu também ao segundo dia do evento, e endossou o trabalho apresentado pelo Celso.

 Visão de Marketing

Em meio a tanta inovação tecnológica, diversos tablets, celulares avançados, câmeras de última geração, termos estrangeiros , e tantos números do futebol internacional dos palestrantes estrangeiros e também dos nacionais tentando mostrar o caminho que devemos seguir  é percebível uma sensação paradoxal- e quase esquizofrênica- no evento.  Enquanto se investe muito num lado, o outro lado parece estar parado no tempo, e continua com o pensamento do futebol do mesmo modo. Relutando. Numa sala é mostrado o futebol  ofensivo, sem laterais, e na outra sala é discutido a importância do 4-4-2. A modernização das Arenas, como são chamados agora os estádios de futebol, e o comodismo, implicando com a essência de não despopularizar o esporte e tirar as suas raízes.

A certeza de que cada um está defendendo o seu, num espaço importante, porém ainda pequeno para o futuro do futebol brasileiro.

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Comentários

  1. Muito boa a matéria.
    Até onde a evolução, globalização e, modernização podem afetar o futebol brasileiro? Temos a necessidade de progredir mas, tem como faze r isso sem abalar nossa cultura!?
    Acredito que não, infelizmente.
    O povão, o pobre, terá ainda mais dificuldade de acessar essas novas arenas!
    Futebol não será o mesmo . . .belos tempos- Maracanã 150.000 pagantes.Só na geral cabiam 30.000 pessoas.

    Abraços.