Coluna | Uma visita ao Stade de France e o exemplo ao Maracanã


Por @AllanBarrach

Em passagem por Paris, tirei uma tarde para visitar estádios. Após fazer o tour pelo Parque dos Príncipes, estádio do Paris Saint-Germain, acompanhei um jogo de rugby entre o Racing Metro 92, clube de Paris, e o Munster, da Irlanda, no Stade de France.

Construído para a Copa do Mundo de 1998, o estádio abrigou a final que deu o título aos franceses, quando com dois gols de Zinedine Zidane venceram o Brasil por 3 a 0. Desde então, o estádio se tornou não só a casa das seleções de futebol e rugby do país, mas um símbolo para a nação e para a cidade.

O colosso é bem localizado e de fácil acesso, fica apenas uma estação depois da Gare du Nord, estação mais movimentada da Europa e terceira mais movimentada do mundo. Após descer do trem, uma caminhada de 10 minutos é suficiente para ver um belíssimo estádio, com estrutura para abrigar qualquer grande jogo e, mais do que isso, proporcionar um momento inesquecível.

Do lado de fora, além das tendas oficiais que o clube que joga lá pode montar no dia do jogo, vários bares com música alta e barracas de cachorro quente e cerveja fazem a alegria dos torcedores. O espaço em volta é grande, o que facilita a caminhadas das pessoas e o acesso a cada uma das entradas.

Do lado de dentro ele é exatamente aquilo que parece ser, grande, bonito e confortável, apesar de eu ter ficado num lugar onde grades atrapalhavam minha visão do campo. No intervalo, a lanchonete fica bastante cheia, a fila é organizada sem precisar de nenhum funcionário para ajudar. Há várias opções como Hamburger, cachorro-quente, refrigerante, café, chá e sim, cerveja, diferente do que vemos no Brasil.´

O interior do estádio. Bonito e moderno.

Após o jogo, fiz a óbvia visita a loja no interior do estádio. Assim que entrei, pensei que era uma loja oficial da Seleção Francesa de futebol, um espaço enorme com vários produtos, claro, todos oficiais. O interessante é que há espaço também para produtos da seleção de rugby, cada clube de rugby da cidade (Racing Metro e Stade Français) tem igualmente um espaço dedicado, uma vez que mandam alguns de seus jogos ali e, um espaço dedicado à conquista mais importante, o Mundial de 98. A camisa oficial, fabricada pela adidas, ainda é vendida. Um quadro com Zidane segurando a taça destaca a importância daquele momento e uma camisa da Seleção Brasileira apenas serve para valorizar um espaço dedicado ao histórico momento.

Loja oficial dentro do estádio

Mas a lição que fica é, será que veremos no Maracanã a “casa” do Brasil? Será que a Seleção terá ali uma loja dela, não só com produtos, mas que valorize sua rica história? Será que os grandes clubes do Rio de Janeiro terão um pequeno espaço para comercializar seus produtos em dias de jogos e para os turistas que vão passar por ali? As perguntas são muitas, mas fica um claro exemplo de que para a Copa do Mundo e para o futuro do estádio e das pessoas que vão frequentá-lo, não é preciso apenas um grande e belo campo com arquibancadas, precisa de estrutura, de suporte e, principalmente, de paixão pelo futebol.

Espaço com produtos oficiais da Seleção Francesa
Camisa que conquistou a Copa de 98 segue vendendo

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