Coluna | Será Neymar um bom investimento para todos os seus patrocinadores?

Por Allan Barrach

Na última semana, o maior destaque do futebol brasileiro na atualidade, Neymar, foi oficializado como garoto-propaganda da Volkswagen. O camisa 11 do Santos chegou ao incrível número de dez (!!!) patrocinadores.

Já visto, hora em propagandas na televisão, hora utilizando roupas, horas nas redes sociais, o jogador que hoje recebe de Nike, Panasonic, Claro, Red Bull, Ambev, Lupo, Santander, Unilever, Tenys Pé e agora, da montadora alemã, é reconhecido como uma verdadeira celebridade no meio da comunicação. A dúvida é: quanto a imagem de Neymar pode ser benéfica para essas marcas?

Claro que todo anunciante busca em seu garoto-propaganda alguém que possa, acima de tudo, alavancar as vendas e trazer um retorno financeiro imediato. Neymar hoje é ídolo, possui uma imagem vencedora, de bom jogador, bom filho, responsável e até mesmo bom pai, contrariando o que muitos pensavam que pudesse acontecer com o jogador devido a fama repentina para um garoto de pouco mais de 18 anos. Mas, mesmo contrariando tudo isso, a verdadeira pergunta não é se a imagem de Neymar trás benefícios para uma marca, porque isso é até óbvio que sim, por tudo aquilo que ele representa. A pergunta correta é se a imagem de Neymar não supera e fica à frente de seus contratantes. Se lhe perguntarem qual é a marca que o jogador representa, você pensará em uma ou duas e mesmo assim não saberá qual responder primeiro. Uma marca, mais do que investir em alguém de sucesso, precisa investir em alguém que possa fazer com que seu produto ou serviço seja lembrado e associado a ele,  não ser superado pela imagem de um craque que no intervalo da novela fala bem de uma marca de carros e no do jornal apareceu utilizando o celular de uma outra, mesmo que sejam de segmentos diferentes e não concorrentes.

Neymar hoje é, sem dúvida nenhuma, o maior ídolo do esporte brasileiro, mas nenhuma das dez marcas que o jogador representa é identificada pelo público como A PARCEIRA do ídolo. A verdade é que, todo esse investimento pode ou não valer a pena para as empresas, mas certo mesmo, é que está fazendo bem para o bolso do jogador.

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