Coluna | Caldeirão de emoções

(Imagem: Divulgação/Vasco da Gama)

Dias atrás eu ouvi a notícia de que São Januário seria, praticamente, todo demolido e que restaria apenas a fachada. Ao que tudo indica, o “caldeirão” vai passar por uma transformação radical para virar uma grande arena, nos moldes americanos e europeus, com capacidade para 43 mil pessoas.  E em meio às diversas notícias que li, um misto de emoções e sentimentos: e toda a reforma que acabou de ser feita? Aonde a imensa torcida bem feliz vai empurrar o gigante da colina para mais uma virada monumental? E toda a tradição? E a história? E as mãos dos 1923 torcedores estampadas no muro? E a nova loja? Em contrapartida a isso tudo, grandes números, investimentos altíssimos e expectativas maiores ainda.

O caldeirão além de palco do futebol cheio de categoria de Dinamite, Juninho e Felipe, da ousadia e alegria do Animal, da ginga do Dener, da segurança e confiança de Mauro Galvão e Dedé, dos jogos da Libertadores de 98, do Brasileiro de 1997, da festa da conquista da Copa do Brasil, do gol 1000 do baixinho, da despedida do animal, da volta do reizinho, vai passar a ser palco também das partidas de Rúgbi. Para uns, isso será muito bom para o país, para a cidade olímpica, afinal “estamos investindo em mais uma modalidade”. Outros enxergam como uma grande oportunidade para o clube, já que com um estádio maior e com mais infraestrutura teria muito mais investidores e assim, ele poderia certamente estar no lugar em que sempre mereceu.

(Imagem: Divulgação/Vasco da Gama)

Sem contar nos benefícios para a torcida: melhor logística de chegada e saída do estádio, lugares mais confortáveis, cobertura contra chuva, lanchonetes, lojas, museu e por aí vai. Mas, e você torcedor, qual sua opinião? “Sempre ao teu lado até o fim…” já dizia uma das mais bonitas músicas vascaínas. Vamos esperar as cenas dos próximos capítulos.

 Por: Larissa Esteves

Category: Marketing

Tags:

Comentários

  1. O Vasco merece um estádio a sua altura.
    O clube cresceu, rompeu fronteiras, invadiu a américa, formou craques, adotou outros e marcou de vez o seu nome no cenário da bola. Porém, o seu estádio continua acanhado e tímido em meio aos seus vizinhos humildes de São Cristovão.
    O bairro era nobre, ficou pobre. O Caldeirão era grande, ficou pequeno.
    Chegou a hora de mudar, chegou a hora da torcida ter a sua arena.
    A olimpíada caiu no nosso colo. Temos que matar no peito, dar um lençol e botar na rede, no melhor estilo Dinamite.
    Que venha a “arena caldeirão”.

    #nãovejoahora.