Internacional será o primeiro clube do Brasil a ter um CEO

A figura do CEO, ou executivo-chefe (tradução livre para o português), é comum nas principais empresas do mundo, e o Internacional será o primeiro clube do Brasil a contar com um profissional deste tipo no seu corpo diretivo. Durante a coletiva de anúncio do novo cargo, o presidente Giovanni Luigi destacou o pioneirismo do clube colorado nesta iniciativa que visa dar prosseguimento à profissionalização da gestão.


Giovanni Luigi e Aod Cunha expuseram as idéias de gestão do Inter em entrevista coletiva

“O pioneirismo faz parte da trajetória do Inter. Uma das heranças que quero deixar é a de um clube totalmente profissionalizado, de tal forma que a próxima gestão tenha a possibilidade de dar continuidade plena. Só acredito em gestão, nas coisas organizadas e bem definidas. Os títulos com os quais a torcida tanto sonha só serão alcançados com planejamento”, disse Luigi.

Em um primeiro momento, o conselho de gestão – formado por Aod Cunha, junto ao presidente Giovanni Luigi, o 1º vice-presidente Luís Anápio Gomes de Oliveira, o 2º vice Dannie Dubin, o vice de futebol Roberto Siegmann, o vice de relações sociais/comunicação social Gelson Pires e o vice de serviços especializados Luciano Busatto Davi – irá trabalhar na informalidade, segundo Luigi. Com a experiência que será acumulada nos próximos meses, a ideia é levar a nova formatação para ser apreciada pelo Conselho Deliberativo.

“Teremos um monitoramento mensal, assim como fazem as grandes empresas. O marco desta gestão será o de abrir cada vez mais os números do Clube, buscando transparência. Vamos ficar sempre próximos do Conselho Deliberativo e Fiscal”, observou Luigi.

Atento ao mercado

Para Aod Cunha, o Inter precisa encarar de frente os novos desafios propostos pelo mercado econômico. “O futebol é cada vez mais um grande negócio. É uma questão de tempo para que os investimentos sejam iguais aos aplicados na Europa. Nesse sentido, o mercado econômico vai pressionar cada vez mais pela profissionalização dos clubes. Isso é um ameaça, mas também uma oportunidade para buscar este aperfeiçoamento”, avaliou o CEO do Inter.

Equilíbrio financeiro

A busca pelo equilíbrio entre receita e gastos será incessante na gestão de Giovanni Luigi. E Aod Cunha terá papel fundamental na elaboração de um modelo de sustentabilidade financeira permanente. “Nosso grande objetivo é fazer com que o Inter permaneça por mais muito tempo como um clube vencedor. Para tanto, é preciso que os recursos sejam mobilizados de maneira sustentável. Isso deve ser feito de forma progressiva e permanente, para manter a saúde financeira do clube sempre saudável. Não adianta ganhar um título em um ano e ser rebaixado na temporada seguinte”, disse Cunha.

Trabalho sinérgico

Para que o Inter consiga atingir de forma ágil as metas que serão traçadas, todas as áreas do Clube terão que trabalhar de maneira engajada dentro deste novo modelo. O departamento de futebol também precisará estar em sintonia com a nova proposta de gestão. “Há muito trabalho por ser feito em todas as áreas, de administração, marketing, patrimônio, etc. Cada uma terá metas a serem atingidas. Será um trabalho interno. A vice-presidência de futebol também vai precisar estar afinada com esta política”, observa o executivo-chefe.


Aod Cunha está confiante no processo de profissionalização do clube colorado

Desafio pessoal

Colorado de coração, Aod Cunha enfrentará uma realidade diferente da que estava acostumado a lidar nos cargos políticos que exerceu antes de receber a proposta do Inter. Porém, a determinação apresentada pela diretoria colorada na elaboração deste novo modelo de gestão trouxe a confiança necessária para que o ex-secretário da Fazenda no governo de Yeda Crusius não hesitasse em abraçar a causa. “Os desafios são diferentes, com certeza. Isso exige uma capacidade de adaptação. É necessário um grupo de trabalho coeso. Já pude perceber que o Luigi teve a capacidade de reunir pessoas muito qualificadas ao seu redor. Também constatei que todos estão muito concentrados nas novas metas. Estou muito confiante nesta gestão profissional e transparente”, afirmou Cunha.

Comissão de obras

O projeto de modernização do Beira-Rio terá uma atenção especial na gestão de Luigi. Uma comissão de obras permanente está atenta a todos os detalhes que cercam as obras na casa dos colorados. “Estamos debruçados sobre esses assuntos. Existe um modelo de modernização já aprovado pelo Conselho, de auto-sustentabilidade, mas estamos analisando a possibilidade de contar com a parceria de uma construtora no projeto. Todas as decisões que forem tomadas agora terão reflexo em inúmeras gestões futuras, por isso estamos tendo cuidado especial com esse assunto”, garantiu Giovanni Luigi.

Vía: Internacional.com.br

Category: MercadoNegócios

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