O futebol é mais sensível que é uma doce mulher!

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Nos últimos dias dois dos grandes treinadores do nosso futebol perderam o emprego de forma súbita, ou seja, muito rápido. Márcio Goiano e Adilson Batista deixaram Figueirense e Santos, respectivamente, porque não conseguiram gerar os resultados esperados naquele momento.

Poderíamos conversar sobre os motivos que levaram a essas demissões, mas esses motivos, hoje, eu particularmente acredito que são muito difíceis de serem mudados no curto e médio prazo. Eles passam pelo processo de profissionalização dos profissionais e vai até o modelo jurídico das entidades esportivas e assim por diante.

Por isso vou comentar somente sobre um deles, e na minha visão, um dos mais importantes e que levam dezenas e dezenas de profissionais a nocaute todos os dias mundo a fora: “A VISÃO EMPREENDEDORA”.

Deixe me traduzir a expressão acima: profissional que faz além do que é preciso ser feito e assume a responsabilidade pelos resultados que gera na vida. Isso é ser um empreendedor e independente da profissão que escolhemos fazer diferente realmente faz a diferença para se manter no cargo que ocupamos.

E para confirmar a minha teoria, afirmo com toda convicção, que a maioria dos grandes profissionais mundo afora não tem coragem de assumir os erros que cometem durante o trabalho que exercem. Vocês podem notar que a maioria dos profissionais diz ao final de uma derrota: faltou isso; eu pedi reforços e não ganhei; o campo estava muito ruim, etc., etc. e etc.

Exemplificando os casos do futebol, não me lembro de ter ouvido ou visto um treinador dizer assim: eu demorei pra trocar; eu não enxerguei postura do jogador tal antes do jogo; eu não percebi que o adversário cresceu em campo e jogou muito mais que nós, etc. Eu assumo essa derrota e parabenizo o adversário pelo belo futebol que me foi apresentado aqui.

A maioria reclama de todo mundo, menos de si mesmo. Por isso que intitulei esse artigo com esse nome: O FUTEBOL É MAIS SENSÍVEL QUE É UMA DOCE MULHER, por que até uma doce mulher é menos sensível que as reclamações dos profissionais do futebol. Naturalmente se você reclama de alguém, mas essa pessoa tem mais poder que você, a sensibilidade fala mais alto e você perde o emprego. O futebol está assim!

Quando aprendermos a escutar mais e falar menos, principalmente nos momentos difíceis da vida, teremos mais chances de nos mantermos no cargo que ocupamos. Espero eu fazer na vida o que estou pregando agora, (risos).

Grande abraço e um excelente carnaval a todos.

Joffrãn da Silva (@Joffran) é professor, consultor e treinador de futebol em Florianópolis, SC. Nesse espaço Joffrãn escreve sobre as nuances do futebol, analisa jogos, relata sobre as organização das competições e comenta sobre o treinamento do futebol.

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