Com a Europa em crise, o futebol da América pode voltar a crescer?

A Europa em crise e a América crescendo. Este é o atual estado econômico do mundo e que, naturalmente, está afetando o futebol. Antes seria impossível jogadores como Neymar e Paulo Henrique Ganso assinarem novos contratos com o Santos e o clube brasileiro rejeitar os milhões de gigantes como Real Madrid e Barcelona. O São Paulo que já foi muito criticado por ter deixado Kaká sair por menos de 10 milhões de dólares, ofereceu um contrato ao jovem Lucas que proporciona uma blindagem com uma milionária cláusula de recisão.

Além de conseguir segurar os jovens jogadores, vimos a volta de Ronaldo, Roberto Carlos, Adriano, Ronaldinho, Luis Fabiano e até mesmo de Rivaldo. Sabemos que muitos desses já vieram veteranos, mas não só em campo vimos resultados, mas em ações de marketing, aumento de público e fortalecimento das marcas dos clubes.

Na Argentina, que hoje é bastante inferior ao Brasil no que diz respeito a economia, viu-se Riquelme voltar ao Boca Juniors ainda no auge de sua carreira e dando mais títulos do clube. Assim como o camisa 10, Verón voltou ao seu time de coração, o Estudiantes e venceu uma Copa Libertadores. O River trouxe um esquecido Fernando Cavenaghi (que estava no Inter) e hoje é o artilheiro no deserto da Segunda Divisão que os Millionarios estão passando. Além destes vimos Gabriel Milito voltar ao Independiente após ser campeão de tudo com o Barcelona. Camoranesi – que já foi campeão do mundo pela seleção italiana – está há algum tempo no Lanús.

A bola da vez, Carlitos Tévez, é desejado por Corinthians e Boca, os clubes onde brilhou antes de rumar ao velho continente e, se formos ver, é uma possibilidade bastante real para ambos. Isso mostra que não só o futebol brasileiro, mas o futebol da América está crescendo, ou na verdade, voltando a ser grande como um dia foi.

Por @Allan_Amarelo

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