Quando vender não basta

O Liverpool anunciou nesta quarta-feira a venda do clube para a New England Sports Ventures, dona do popular time de beisebol Boston Red Sox. Em comunicado no site oficial, os Reds confirmam um acordo com o grupo norte-americano. A confirmação do negócio, porém, depende de aprovação da Premier League e da resolução de uma disputa judicial entre a direção do Liverpool e os proprietários do clube.

Estar afundado em uma grave crise financeira e que já reflete dentro de campo, parece nem ser o começo da guerra. Os torcedores queriam longe os antigos donos (também americanos) Hicks e Gillett, e ao que tudo indica, conseguiram. Mas apenas trocar o dono e tentar se livrar das dívidas pode não ser o caminho mais seguro, principalmente no que diz respeito ao torcedor.

Um exemplo dissso começou em Maio de 2005, quando o empresário americano Malcolm Glazer tornou-se o acionisma majoritário do Manchester United após desembolsar 1,47 bilhão de dólares. Diversos grupos de torcedores protestaram contra o fato, houveram manifestações, até a fundação de um novo clube, mas nada que pudesse mudar o fato de que os Red Devils teriam um Yankee como dono.

Passado cinco anos, o United seguiu ganhando títulos, mas as dívidas do clube continuam sendo um exagero. A divulgação hoje de que o clube teve prejuizo recorde de 83,6 milhões de libras (95,5 milhões de euros) deixa os torcedores ainda mais preocupados, criando uma “guerra” entre eles e a família Glazer. Protestos são vistos em quase todos os jogos em Old Trafford e a paz está longe de ser vista. Isso talvez devesse servir de exemplo para o seu rival, que hoje pode estar cometendo o mesmo erro e, talvez, fazendo a conhecida troca “seis por meia dúzia”.

Protesto em Anfield

Faixa contra os Glazer em Old Trafford

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