Naming Rights – Problema ou solução?

Diversos estádios serão reformados e reconstruídos para a Copa de 2014, no Brasil. O fato de até agora “nada” ter acontecido é apenas o começo da preocupação. Vários clubes procuraram empresas para bancar, em parte, estas reformas e com isso dar ao estádio o seu nome durante um determinado tempo. O maior exemplo disso é o Corinthians, o clube pretende faturar 350 milhões de Reais apenas com a venda dos direitos do nome de seu estádio. No Palmeiras, isso está sendo negociado pela Traffic, que coloca como valor de tabela, 10 milhões de Reais por ano, e em breve também irá anunciar o plano comercial para a nova arena do Grêmio. Mas, o grande medo das áreas de marketing das empresas é não existir um único case de sucesso sobre isso no Brasil, pois para quem não se lembra, a “Kyocera Arena” do Atlético-PR é, até hoje, chamada de Arena da Baixada, mesmo nos veículos de mídia.

Na Europa, é cada vez mais comum os naming rights nos estádios. Alguns foram apenas rebatizados como por exemplo, o Westfalenstadion do Borussia Dortmund, hoje chamado Signal Iduna Park e outros que foram construídos e já nasceram com os nomes de empresas, casos do Emirates Stadium, do Arsenal e o Allianz Arena, utilizado pelo Bayern Munique e construído para a Copa de 2006.

A grande diferença entre estes dois pólos (Europa e Brasil) não passa apenas pelas questões financeiras. Lá, os estádios são muito mais que um “campo de futebol”. Tem lojas, restaurantes, área para toda a família, para os sócios, além claro, de os estádios estarem quase sempre com 100% de sua capacidade.

E por isso, a pergunta que fica é: após a construção, os clubes brasileiros terão condições de dar o retorno esperado pelas empresas? Provavelmente, não.

Allianz Arena - Contrato de 180 milhões de Euros por 30 anos
Kyocera Arena - Sem retorno e até hoje conhecido como Arena da Baixada

Category: Negócios

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Comentários

  1. A coisa não é bem assim nem na Europa. Na Alemanha, a maioria dos jornais, se não todos, boicota os naming rights também. Se diz “in München”, ou “bei FC Bayern”, e NUNCA se cita a Allianz Arena.

  2. Sim, mas neste caso nos referimos a imprensa brasileira, que trata os estádio na Europa como Allianz, Emirates, etc, mas no Brasil não fizeram dessa maneira.

    De qualquer forma, muito boa a sua observação, Martina.

    Muito obrigado.

  3. Não acho que isso daria certo no Brasil, já que aqui quase todos os estádios ganham um apelido terminado em “ão”.